A fauna maranhense sofreu um duro golpe esta semana em Lajeado Novo. Após a queda de um pé de eucalipto que resultou na morte de aproximadamente 350 aves, o foco agora se volta para os sobreviventes. Dos 27 periquitos resgatados com vida, 24 chegaram ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, em São Luís, após três aves não resistirem ao transporte durante a madrugada desta sexta-feira (30).
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De acordo com o coordenador do Cetas, Roberto Veloso, a situação de muitos animais é crítica. As aves apresentam fraturas graves, principalmente nas asas, e sinais de trauma crânio-encefálico devido ao impacto da queda da árvore. "Tudo o que está ao nosso alcance está sendo realizado para a recuperação dos animais", afirmou Veloso. Os periquitos estão recebendo alimentação diferenciada e medicação especializada.
Especialistas da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul) descartaram a hipótese de raio, já que a árvore não apresentava queimaduras. A principal suspeita é de que uma forte ventania tenha derrubado o eucalipto onde as aves dormiam. O médico-veterinário Leonardo Moreira relatou que muitas aves foram encontradas em estado de choque hemorrágico e desorientação.
O ICMBio emitiu um alerta importante para os moradores de Lajeado Novo e região: manter aves silvestres em casa sem autorização é crime ambiental. Muitas pessoas recolheram animais feridos no local do acidente. O órgão orienta que a devolução voluntária seja feita na unidade ambiental mais próxima para que as aves possam receber o tratamento adequado e, futuramente, serem reintroduzidas na natureza.
O Repórter Bial Mendes seguirá acompanhando a recuperação desses sobreviventes, que são um símbolo de resistência em meio à tragédia.