
Foto: divulgação Governo MA
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) do Maranhão tem intensificado o alerta sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da doença de Chagas. Muitas vezes silenciosa e assintomática, a doença demanda vigilância constante dos órgãos de saúde.
O panorama epidemiológico do estado mostra que a doença continua presente. Apenas nos primeiros meses de 2026, o Maranhão já contabiliza seis casos confirmados. No ano passado, o sistema de saúde estadual registrou 63 notificações suspeitas, que resultaram em três confirmações e um óbito.
Atualmente, os municípios que registram a presença do inseto o popular “barbeiro”, seguem sendo monitorados.
Embora a picada do barbeiro seja a via de infecção clássica, as autoridades sanitárias chamam a atenção para a transmissão oral. Grande parte dos casos atuais está associada à ingestão de alimentos contaminados pelo parasita, como a juçara, açaí, e o caldo de cana.
Outro ponto de alerta é a transmissão congênita, quando a mãe infectada repassa a doença para o bebê durante a gestação, o que torna essencial a realização do pré-natal.
A superintendente de Epidemiologia e Controle de Doenças da SES, Dalila Santos, destacou que o trabalho da gestão estadual ocorre de forma permanente e integrada. “Nós mantemos uma atuação contínua no enfrentamento à Doença de Chagas, com vigilância ativa, investigação oportuna dos casos, apoio aos municípios e ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento. Nosso foco é proteger a população, identificar precocemente a doença e reduzir riscos de transmissão”, afirmou a superintendente.
Para barrar o avanço da doença, a SES atua em múltiplas frentes. Além da eliminação de focos do barbeiro, investigação de surtos, fiscalização sanitária nos locais que produzem e comercializam alimentos de risco. A rede pública também garante o acesso a exames laboratoriais, acompanhamento clínico (especialmente para pacientes na fase crônica) e fornecimento de medicamentos.