O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, completou oito meses na última sexta-feira (4) sem que as investigações tenham apontado o paradeiro das crianças. O caso ocorreu no dia 4 de janeiro na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, localizada na zona rural de Bacabal.
A mãe das crianças, Clarice Cardoso, e familiares seguem em busca de respostas e mantêm a esperança de reencontrar os filhos. A falta de pistas concretas torna a rotina da família uma espera dolorosa e angustiante.
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| Mãe da crianças/ Bacabal, Maranhão |
Mobilização de autoridades e comissão do Congresso
Ao longo desse período, o desaparecimento mobilizou forças de segurança do Maranhão, equipes de resgate, voluntários e parlamentares. Em maio, membros da Comissão Externa sobre Prevenção e Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil do Congresso Nacional estiveram no estado para ouvir parentes e acompanhar os desdobramentos com as autoridades investigativas.
Apesar de todas as varreduras e operações realizadas na região rural de Bacabal, nenhuma informação conclusiva foi divulgada até o momento.
Família mantém fé no reencontro
Os avós maternos das crianças, José Emídio e Francisca Cardoso, relatam que a esperança de reencontrar os netos permanece viva. A família acredita na hipótese de que as crianças possam ter sido levadas por alguém e estejam sendo mantidas em local oculto.
A Polícia Civil do Maranhão e os órgãos de proteção social continuam recebendo denúncias anônimas e trabalhando para elucidar o caso que comove o Brasil.
